Contra crise de time paulista, caça-fantasmas vão a estádio afugentar maus espíritos


Dupla de "caça-fantasmas" garante ter afastado espíritos do estádio da Ferroviária.

05/ 06/ 2013 - Nem sempre o manual adotado pela maioria dos dirigentes de futebol funciona. A demissão do treinador, a reformulação do elenco e até mesmo a troca do presidente, válvula de escape para muitas crises, caíram em descrédito na Ferroviária. A fórmula, repetida nos últimos 18 anos pelo clube de Araraquara, que luta para retornar à elite do futebol paulista, deu lugar à superstição de alguns torcedores e funcionários que trabalham na Arena da Fonte Luminosa, onde a Locomotiva manda seus jogos.

Inconformados com as seguidas temporadas de insucesso, resolveu-se abrir os portões do estádio para que o casal de paranormais Rosa Maria Jacques e João Tocchetto de Oliveira, também conhecidos como “Os caça-fantasmas”, pudesse encontrar uma resposta para os seguidos anos de insucesso.

ÍDOLO OBSESSOR - Munidos de um aparelho medidor de campo eletromagnético, duas câmeras filmadoras e muita sensibilidade - bem diferente dos Ghostbusters do famoso filme de 1984, com Bill Murray-, eles identificaram, logo nos primeiros passos, na entrada do estádio, a presença de uma energia pesada. Um ex-jogador, ídolo da torcida já falecido, conversou com Rosa Maria e explicou que estava ali para ajudar o clube.

- Esses espíritos ficam aqui porque se sentem em casa, dizem que este espaço é deles. Não é uma ciência, uma religião, um materialista que vai explicar esse fenômeno. É preciso sensibilidade para se comunicar, entender e explicar essa situação. Não são espíritos ruins. Mas a presença deles cria uma energia, uma responsabilidade a mais aos jogadores que aqui estão, e acaba comprometendo o trabalho de todo mundo - comentou a paranormal Rosa Maria Jacques.

Os “Caça-Fantasmas” percorreram todo o gramado, principalmente a região da pequena área e as traves, e também os vestiários da nova Arena da Fonte. A cada sinal luminoso ou sonoro disparado pelo equipamento de medição do campo magnético, uma pausa, uma conversa, uma reflexão e a resposta para os recentes fracassos da Ferroviária.

- Sabe por que eles ficam aqui? Porque ninguém pede para que eles deixem esse local, nunca conversaram com eles. Eles estavam achando que a presença deles poderia ajudar. Mas não. Agora eles entenderam que deixar o clube é melhor para todos - comentou Rosa Maria, que foi até o vestiário dos árbitros, habitado por aqueles que muitos torcedores consideram "os responsáveis" por alguns resultados negativos. Apesar das reclamações de muitos torcedores, ela garante que nada foi encontrado.

TÚNEL "CARREGADO" - Por outro lado, quando Rosa Maria se preparava para voltar ao gramado, ocorreu o momento mais sublime de sua visita. Emocionada, a paranormal confessou que teve vontade de chorar.

- A sala de árbitro é um ambiente sério. Nada foi encontrado, apesar das contestações. Já o túnel que dá acesso ao gramado é muito carregado de emoção. Muitos já passaram por aqui e deixaram suas histórias. Todos esses espíritos entenderam a frustração desses anos passados. A partir de agora, isso vai ser diluído - comentou Rosa Maria.


"Caça-fantasmas" analisam túnel de entrada ao campo.

Na base da conversa, ela garante que conseguiu afastar três espíritos que estavam presentes na Arena da Fonte. Além do já citado ex-jogador, um massagista e um jornalista bastante crítico entenderam o diálogo. O trio, segundo Rosa Maria, acreditou em suas palavras e foi convencido a deixar o local para que a Ferroviária possa retomar seus trabalhos e, quem sabe em 2014, voltar à primeira divisão do Paulistão.

- Quero deixar bem claro que a atual diretoria, que eu nem conheço, faz um bom trabalho, são excelentes profissionais. O problema não são eles. Minha sensibilidade diz que essas pessoas que um dia fizeram história no clube, e que querem ajudar, acabam atrapalhando. Elas entenderam e vão acompanhar o crescimento do clube lá de cima - declarou Rosa Maria, que torce para o Grêmio e também para o Palmeiras, que esteve na Arena da Fonte, em Araraquara, quando o time foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Segundo a paranormal, o fato de o estádio da Ferroviária estar carregado não influenciou negativamente o Verdão.

A reportagem do GLOBOESPORTE.COM conversou com o presidente da Ferroviária, Welson Alves Ferreira Júnior, mais conhecido como Juninho, sobre a visita dos "Caça-Fantasmas" à Arena da Fonte. Bastante cético, o mandatário preferiu atribuir os fracassos dos últimos anos ao trabalho que vinha sendo executado dentro e fora de campo, e não às interferências paranormais.

- Acho que cada um tem sua crença, e respeito. Mas o que cabe à diretoria da Ferroviária é fazer um trabalho sério, um planejamento, que é o que estamos fazendo. Se não aconteceu até agora, não foi por mau-olhado ou força de espíritos. Prefiro deixar isso para a torcida - disse Juninho,


AGRADECIMENTOS:

GloboEsporte.Com (Cleber Akamine)
Fotos: Moisés Schini
Jornal Tribuna Impressa





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